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Mais de 100 milhões de quilos de alimentos já foram destinados pelo Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul ao longo de seus mais de 25 anos de atuação. Mas o impacto desse trabalho vai além da distribuição de alimentos: fortalecer a rede de organizações sociais parceiras, por meio do diálogo, da escuta e da construção conjunta de soluções, é parte essencial dessa missão. Com esse propósito, a instituição promove, anualmente, as Reuniões de Fortalecimento de Vínculos.
Neste mês de julho, três encontros já reuniram representantes de 140 organizações sociais, e o quarto será realizado nesta quarta-feira (22/07), às 9h30min, com expectativa de receber outras 30 instituições. As reuniões funcionam como espaços de diálogo e construção coletiva, onde as entidades compartilham desafios, apresentam sugestões e trocam experiências, fortalecendo a parceria com o Banco de Alimentos e entre si. Os participantes são recebidos por diretores do Banco de Alimentos e dos Bancos Sociais, além das equipes de Nutrição e Saúde — responsável por seis projetos sociais da instituição — e de logística.
Para o presidente do Banco de Alimentos, Walter Lídio Nunes, ouvir quem está na linha de frente é fundamental para aperfeiçoar o trabalho da instituição. "A escuta qualificada contribui para aprimorar os processos, identificar demandas reais e alinhar estratégias mais eficazes", afirma.
A gerente operacional do Instituto Espírita Dias da Cruz – uma das organizações beneficiadas pelo Banco de Alimentos, Claudia Remião Franciosi, destaca que o intercâmbio entre as instituições é um dos grandes diferenciais dos encontros. "Conhecer diferentes realidades, compartilhar aprendizados e perceber que todos estamos unidos pelo mesmo propósito nos inspira e fortalece o nosso trabalho." Ela também ressalta o papel do Banco de Alimentos como articulador dessa rede de solidariedade. "O Banco de Alimentos é o elo entre quem pode apoiar e quem tem necessidade. Cada vez mais, seu papel é fundamental para promover essa união de esforços."
A solidariedade precisa ser contínua para enfrentar um desafio que persiste diariamente. A insegurança alimentar ainda afeta milhares de pessoas, e centenas de organizações sociais dependem de doações para manter seus atendimentos nas comunidades mais vulneráveis. Fortalecer o diálogo com quem vive essa realidade e incentivar a cultura da doação recorrente são medidas essenciais para consolidar essa rede de apoio e garantir que ela continue chegando a quem mais precisa.